Por que os projetos falham e como reverter este cenário

por ViaFlow em 20/07/2016
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Vivemos a era da complexidade. A construção do conhecimento deixou de ser linear e passou a ser multidisciplinar e multirreferenciada. Todos os dias milhares de produtos novos são postos no mercado, milhares de gadgets surgem para suprir as necessidades dos usuários, milhares de palavras correm pelos nossos olhos. Queremos respostas, ações e reações rápidas para gerar valor a projetos de clientes. Neste cenário, o controle, a razão e o pensamento analítico utilizado na gerência de projetos ao longo dos anos já não cabem exatamente.

 
Por que mesmo com profissionais capacitados as organizações têm sofrido as consequências de projetos que extrapolam recursos, prazo ou não cumprem os objetivos finais? Das metas mal estabelecidas à falta de comunicação, atritos, definições errôneas e interesses divergentes; os motivos do excesso de falhas em projetos podem ser muitos e causam danos diários às organizações. Listamos em três tópicos algumas questões que podem reverter este cenário: 
 
#1 Falta de alinhamento entre​ os objetivos do negócio e os objetivos do projeto​ 
 
Muitas vezes a gerência executiva tem​​ uma visão limitada do que a TI está fazendo, por exemplo. E a TI, por sua vez, pode ter uma conexão limitada com os objetivos estratégicos do projeto. Os sistemas de relatórios de horas e ferramentas de controle de cronograma de projetos não têm uma visão geral e detalhada do processo. Estas ferramentas tradicionais não respondem a questões importantes como: este​ projeto está, de fato, melhorando nossa competitividade? Em que período de tempo recuperaremos o investimento? 
 
​Faltam dados para fazer comparações adequadas entre projetos, para oferecer um suporte de comunicação clara​ e consistente entre todas as partes interessadas e, inclusive, para a tomada de decisões executivas. Todos os componentes ​do projeto, em todos os níveis, precisam ter acesso às informações no momento certo. Tendências como o DevOps, que une funções de perfis de desenvolvimento e infraestrutura, são realidade e isso muda o modo como entendemos a necessidade real de comunicação, colaboração e integração entre as partes. Por mais cruel que possa ser, se o projeto não entregar o que foi pedido, toda a equipe será afetada pelo fracasso. 
 
#2 O apoio organizacional do gerenciamento de projetos não começa nem termina com a contratação de pessoal 
 
Para transformar ideias em códigos ou em produtos inovadores e eficientes, é primordial implementar práticas e métodos e criar o ambiente favorável para que todos reajam rápido, com eficiência e eficácia. Esse é o ponto. Também é preciso admitir que a incerteza existe e sempre vai existir. Hoje um time precisa conseguir tocar o projeto mesmo na falta do especialista. O mercado está extremamente dinâmico e não tem espaço para zona de conforto. Profissionais que não atendem 100% os requisitos da função estratégica para a qual foram contratados devem ser treinados rapidamente ou é preciso tomar uma decisão o mais rápido possível para não estourar prazo e orçamento e reduzir danos. 
 
Estamos na era das equipes enxutas, com autogestão e autonomia, responsáveis por apresentar soluções e conduzir seu próprio destino. Atrasos, entrega de má qualidade e a falta de conformidade e alinhamento com a governança não têm espaço. Pensar de forma intuitiva, reconhecer padrões e desenvolver ideias que tenham significado emocional além do funcional são qualidades de ouro. 
 
#3 As novas tendências existem e precisam ser incorporadas com urgência
 
Tempo, investimento e escopo​ já não são mais os únicos critérios de sucesso de um projeto. A experiência positiva gera um valor agregado impresci​​ndível para um plano bem sucedido. Ou seja, o sucesso real só é possível com clientes, usuários e times satisfeitos e felizes. Métodos como o Design Thinking, Lean Startup e Scrum têm se mostrado poderosos para o gerenci​a​mento de projetos dentro das organizações. 
 
Neles, a interação entre os indivíduos vale mais que os processos e ferramentas, o produto funcionando vale mais que uma documentação extensa, a colaboração com o cliente vale mais que termos negociados em contrato e a resposta às mudanças vale mais que o cumprimento de planos burocráticos. O princípio do Lean, por exemplo, é que a evolução de produtos e serviços aconteça em sinergia com o​ aprendizado adquirido por feedbacks dos clientes reais. Isto, por si só, já é um aumento real na probabilidade de sucesso do projeto. 
 
Além de desenvolver rapidamente e com baixo custo, o que as organizações mais procuram é fazer os projetos certos. Desta forma, gerentes de projetos que conseguem aplicar corretamente conceitos ágeis, aliados às sempre atuais boas práticas descritas no PMBoK, têm alcançado resultados extraordinários para as organizações, pois conseguem executar com EXCELÊNCIA as ESTRATÉGIAS traçadas pelos executivos da companhia.