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“Já tenho automação na minha empresa, não preciso de uma ferramenta de RPA.”

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Em diversas reuniões com clientes, quando falamos de robotização escuto que os mesmos já possuem robôs, no entanto, quando questiono qual ferramenta utilizam, me dizem que nenhuma, ou seja, possuem rotinas automatizados em diversas tecnologias (sql, java, .net, python, etc.). Diante deste cenário gostaria de esclarecer a importância de se ter uma ferramenta completa para robotização de tarefas, elencando aqui suas principais características.

Atualmente muito se fala de automação de tarefas (robotização) e seus benefícios, como: redução de tempo operacional e risco, aumento de produtividade, eliminação das tarefas repetitivas gerando maior uso da capacidade intelectual das pessoas, entre outros. Mas, a automação de tarefas está presente no nosso dia a dia há muito tempo, através de rotinas desenvolvidos em diversas linguagens de programação, para realizar operações que facilitam a vida dos usuários e agilizam ou performam um processo.

Neste cenário, encontramos diversas ferramentas no mercado que nos proporcionam criar, executar, monitorar e gerenciar as automações (Automation Anywhere, IBM RPA, UiPath, entre outras). Aliás, grandes investimentos estão sendo aplicados a essa tecnologia.

Quando falamos de ferramentas não estamos falando somente em criar uma automação e a colocarmos para executar, estamos falando em utilizar uma plataforma com modelo low-code (pouca codificação) de desenvolvimento trazendo agilidade na criação e manutenção.  Assim como centrais de controle significantemente importante para disponibilizar, monitorar e gerenciar o que está sendo executado em seu ambiente.

Abaixo listei algumas características das ferramentas de RPA para explicar seus potenciais:

 Monitoramento e Gerenciamento: 

Vamos começar falando um pouco sobre o monitoramento e gerenciamento.

Através das ferramentas de RPA, é possível monitorarmos o funcionamento dos robôs e o ambiente em que está sendo executado. Conseguimos identificar o sucesso ou falha de execução, tipos de erros, performance dos robôs, em qual máquina está sendo executada, entre outras características. Assim como o ambiente em que está sendo executado (processador, memória, espaço em disco).

Tudo isso através de consultas à dashboards e relatórios do produto, com isso conseguimos avaliar tanto a saúde operacional dos robôs quanto a saúde do ambiente que está sendo executado. Com todos esses recursos de monitoramento, é possível de uma forma ágil gerenciar seu ambiente de RPA.

Governança e Segurança: 

Até aqui tratamos da execução, no entanto, as ferramentas nos apoiam também na governança do processo de robotização. Em sua maioria, se tratando de segurança, existem diferentes perfis de acesso, ou seja, podemos determinar quem poderá desenvolver um robô, quem poderá disponibilizá-lo, quem poderá gerenciar o ambiente entre outras operações.

Se tratando ainda de segurança, muitas vezes é disponibilizado um cofre de senhas respeitando os padrões de segurança do mercado, assim, as senhas de acesso às aplicações são cadastradas e nem mesmo o desenvolvedor consegue visualizá-las.

Podemos contar também com a disponibilização de relatórios de auditoria, visualizando tudo o que foi realizado, quando e por quem foi executado no ambiente de automação, incluindo ações de administração, configuração, desenvolvimento, implantação e execução dos robôs.

 Desenvolvimento: 

Entrando no cenário de desenvolvimento, como mencionado anteriormente, é possível implementar automações através de componentes visuais que são arrastados e soltos (“drag and drop”) para implementar o fluxo da execução, esses componentes em sua maioria são configuráveis o que não necessita de codificação.

Uma outra ferramenta também disponibilizada é o gravador de execução do processo, esta ferramenta grava a execução do fluxo de trabalho feita de forma manual e posteriormente gera um bot que executa o processo de forma idêntica ao qu foi gravado, agilizando o desenvolvimento ou até mesmo sendo possíel colocá-lo para execução sem a necessidade de desenvolvimento.

Biblioteca de bots também são disponibilizadas aos clientes, essas, são ricas em bots e rotinas construídas ou pré-construídas que podem ser aproveitadas para agilizar a implementação de um bot, bastando arrastar para dentro do seu processo ou ambiente para customização ou execução.

 Levando seus scripts para ambiente RPA: 

Finalizando com as características das ferramentas, muitas delas disponibilizam componentes responsáveis por executar scripts prontos em diversas tecnologias (sql, .net, java, python entre outros).

Se atualmente sua organização possui um número expressivo de robôs com esses scripts e sem uso de ferramentas de RPA, não é necessário reescrevê-los e perder todo o esforço já implementado. É possível utilizar uma ferramenta de RPA para organizar a execução dos mesmos. Isso, já lhe trará um ganho significativo em organização e governança.

 Conclusão:  

A mensagem que quero deixar como conclusão deste tema é que, mais importante que ter robôs, é ter robôs desenvolvidos e alterados de forma ágil, sendo esses gerenciáveis e seu ambiente de execução governável.  No entanto, se entender ou precisar criar robôs de uma forma “artesanal”, sejam quais forem os motivos, se preocupe em ter uma boa gestão e organização.

Espero ter contribuído com este assunto e explicado de uma forma prática algumas características importantes das ferramentas de automação com RPA.

Com meus parceiros de negócios, sempre busco contribuir de forma assertiva, não entregando “respostas prontas”, opto sempre por mergulhar em suas necessidades e construir uma solução que aumente a eficiência e gere o resultado idealizado.

Isso é cocriar, gerar valor e agir focado na solução.

Julio Comin

Julio Comin

Digital Business Manager - Aproximando a tecnologia dos negócios e das pessoas
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