O que é um Agente Inteligente?

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Angelo Abilio

Executivo de Soluções de Negócios

Por que esse tema ganhou tanta força, e como isso impacta a transformação das empresas? 

Muito tem se falado sobre “Agentes Inteligentes”. Se você chegou até aqui, provavelmente está entre os profissionais que ainda estão buscando entender melhor esse conceito. E tudo bem: a quantidade de termos novos que surgem todos os dias realmente confunde. 

A boa notícia: você não está atrasado. 
Mas talvez não saiba que agentes inteligentes não são novidade. 

Uma volta ao passado: de onde surgiu o termo?

O conceito começou a se consolidar no final dos anos 1980, dentro da área de Inteligência Artificial, com pesquisas em: 

  • agentes autônomos 
  • sistemas multiagentes 
  • agentes reativos 

 

Entre os trabalhos de referência, estão os estudos da pesquisadora Pattie Maes, do MIT Media Lab, que muitos consideram a primeira definição moderna do termo. 

Em 1994, o conceito ganha sua forma “oficial” no livro clássico de Stuart Russell e Peter Norvig — Artificial Intelligence: A Modern Approach, que descreve agentes inteligentes como sistemas que percebem o ambiente e agem para maximizar resultados. 

Mas afinal… o que é um Agente Inteligente?

De forma simples e prática: 

É um software capaz de perceber o ambiente, tomar decisões e agir de forma autônoma para atingir um objetivo. 

Ele interpreta dados, decide e executa ações sem depender de intervenção humana a cada passo. 
É como ter um colaborador digital especializado em uma tarefa ou processo. 

Exemplos clássicos: 

  • chatbots 
  • robôs de RPA 
  • IAs que respondem perguntas ou classificam documentos 

Agente Inteligente x Agentics: não confunda

Apesar das semelhanças, Agentics é algo mais avançado e mais recente: 

  • planejam 
  • executam 
  • monitoram 
  • coordenam tarefas ponta a ponta 

 

São agentes com autonomia ampliada, capazes de gerenciar ferramentas, chamar outras IAs e operar com metas próprias. 

Como funciona um Agente Inteligente?

A operação pode ser entendida em três etapas: 

  1. Percepção (Input)

Capta informações do ambiente: sistemas, documentos, mensagens, workflows, históricos etc. 
É onde o agente entende o contexto. 

  1. Decisão (Raciocínio)

Com base no que percebeu, decide o que fazer. 
Isso acontece por meio de regras, IA, lógica de negócios ou modelos estatísticos. 

Nada de mágica: um humano define a base de raciocínio. 

  1. Ação (Execução)

Aqui o agente age de forma autônoma: 

  • aciona etapas de processos 
  • preenche sistemas 
  • classifica documentos 
  • envia alertas 
  • integra aplicações 

Tudo isso de forma contínua, monitorada e sem intervenção humana direta. 

E sim, isso reduz trabalho manual, principalmente aquele tipo de tarefa repetitiva e morosa que você (assim como todo mundo) já desejou que um robô fizesse em seu lugar. 

Por que as empresas começaram a usar isso em escala?

O uso explodiu a partir de 2016, quando os robôs de RPA passaram a ser reconhecidos como agentes inteligentes operacionais. 
A partir daí, todos os segmentos passaram a adotar, buscando: 

  • redução de tarefas manuais 
  • eficiência operacional 
  • redução de erros 
  • liberação de pessoas para atividades estratégicas 

Hoje, é um dos pilares da hiperautomação. 

Onde a Viaflow entra nessa história?

Seria impossível falar de agentes inteligentes no mercado brasileiro sem citar a Viaflow, que há mais de 20 anos desenvolve soluções para grandes companhias. 

Aqui vai um resumo da atuação: 

  • Automação de Processos com agentes que controlam fluxos, regras e decisões 
  • RPA com agentes que executam tarefas operacionais em sistemas legados 
  • Inteligência Artificial com agentes que classificam documentos, interpretam textos, identificam exceções e sugerem ações 
  • Integrações e Orquestração com agentes que monitoram eventos entre sistemas e acionam ações automaticamente 
  • Chatbots Cognitivos que entendem contexto e acionam processos internos 
  • Monitoramento e Sustentação com agentes que verificam saúde de sistemas e alertam antecipadamente 

E para concluir...

Espero que esta explicação tenha contribuído para ampliar sua visão sobre o tema. 
Agentes inteligentes não são o futuro, são o presente e já estão transformando áreas inteiras dentro das empresas.

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