O poder de saber o que não se sabe: como criar organizações que repensam para inovar

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Cristiana Ferronatto

Head of Design for Business Transformation

Já faz um tempo que li o livro “Pense de Novo”, do Adam Grant , e desde então uma frase me acompanha em todos os workshops e treinamentos que conduzo:

“O propósito de aprender não é confirmar nossas crenças, e sim fazê-las evoluir.”

Apresento essa citação sempre que conduzo um workshop com equipes multifuncionais e recentemente, facilitando uma experiência sobre “aprender a desaprender”, ficou evidente como a capacidade de repensar é um divisor de águas entre operar no automático e gerar impacto real.

Alvin Toffler já antecipava isso quando afirmou que, no século XXI, o analfabeto seria aquele incapaz de aprender, desaprender e reaprender. A pergunta é: como transformar essa frase inspiradora em prática diária dentro das organizações?

O ponto de virada está na metodologia

Ao trabalhar junto com times que buscam desenvolver pensamento sistêmico e visão estratégica, percebo que desaprender não é “deixar de saber”, mas suspender certezas para enxergar o que antes estava invisível. No workshop que conduzi recentemente, isso ficou claro quando mapeamos jornadas a partir de múltiplas perspectivas. À medida que as pessoas visualizavam a experiência ponta a ponta, antigos pressupostos eram questionados e novas possibilidades emergiam.

É exatamente aqui que o pensamento de Adam Grant se materializa.

Ele estrutura o “repensamento” em três níveis:

1. Repensamento Individual

Quando reconhecemos que nem tudo que sabemos continua válido. É onde nasce a curiosidade e a flexibilidade cognitiva.

2. Repensamento Interpessoal

Quando abrimos espaço para conversas produtivas, divergências saudáveis e construção conjunta.

3. Repensamento Coletivo

Quando equipes e organizações criam ambientes que estimulam experimentação, reflexão crítica e evolução contínua.

Esses três níveis apareceram de forma muito viva no workshop, e quando conectamos teoria, prática e reflexão, a mudança começa a ganhar tração.

Por que isso importa?

Porque empresas não se transformam por decreto. Elas se transformam quando líderes desenvolvem a habilidade de questionar, reavaliar e reconstruir. É isso que sustenta ambientes mais inovadores, mais preparados para complexidade e mais capazes de entregar valor ao cliente.

Como diz a capa do livro, é sobre “o poder de saber o que não se sabe”. E esse poder nunca foi tão estratégico quanto agora.

Se queremos inovar, precisamos antes aprender a repensar.

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